segunda-feira, 15 de março de 2010

Princípio da História da Personagem

Desde as primeiras conversas sobre as possíveis personagens, queríamos que fosse alguém muito singular, com alguma limitação que tornasse sua perspicácia de observar o mundo, mais aguçada e única, uma interpretação intensa e eficaz em sua abrangência de todos os aspectos de viver em um espaço construído e vivido, densamente fluido e diversificado. Ao mesmo tempo esperávamos demonstrar o quão mágico é a possibilidade de sentir, além do sentido que mais nos ‘limita’, ou melhor, o que mais nos domina e de certo modo sufoca os demais: a visão. Definimos então que nosso personagem será deficiente visual, homem, jovem, independente, com grande potencial e persistência, seu companheiro de história será seu filho, será dono do local escolhido, que definimos desde a visita em seu interior, que será uma casa noturna. Para a personagem nos inspiramos em filmes como Perfume de Mulher, no caso da percepção do espaço, Ray, para a sensibilidade e Sherlock Holmes, para orientação espacial.


Filme Perfume de Mulher, Al Pacino interpreta um homem cego, na foto, cena em que a personagem dança tango apenas sabendo as medidas do salão.


Ray, filme que conta a história de Ray Charles, músico cego.


Sherlock Holmes, filme recente, inspiração para capacidade orientação e observação espacial do personagem, na cena em que Sherlock é conduzido vendado pela cidade.

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