Como ia dizendo, dessa vez era diferente, porque apesar da grandiosidade da construção, do estranhamento que me causava inicialmente me era familiar, o aspecto industrial. E quando dei por mim caminhava por entre os enormes pilares metálicos. Era aparentemente um galpão, que não só em seu exterior remetia um caráter industrial, mas também em seu interior poderia facilmente encontrar resquícios da mesma caracterização industrial, com a presença de uma grande fornalha e um maquinário, que dialogavam com o restante da arquitetura de uma maneira que eu não pensei que fosse possível... E não era somente o século industrial que dialogava com a modernidade, a diversidade de materiais poderia ser caótica; metal, vidro, concreto e madeira em um mesmo ambiente, mas ali só refletia o caráter multifuncional do ambiente.

Imagem interna do galpão
Não era somente na ambiguidade temporal que o ambiente mexia, mas com minhas sensações; dentro do lugar as sensações eram ainda mais intensas.
Primeiro fui tomado pelo excesso de informação, logo na entrada era possível ver quase todo o local, mas vi que não era somente um ambiente e tais ambientes se dividiam por sí só. E pela tamanha curiosidade que possuia em ver aquilo tudo, não sabia por onde começava a experimentar todos os espaços daquele lugar.
Comecei a observar primeiramente a textura do chão que se modificava, por entre os pilares metálicos em vermelho um chão amadeirado e na entrada parecia que pisava em tijolos de parede.

Imagem aproximada do piso
Mas logo a curiosidade por um grande bloco suspenso me levou a um segundo piso elevado, a uma altura aproximada de uns 6 (seis) metros, era um café/bar. Achei aquilo muito inseguro, até que quando cheguei a uma parte no qual o piso era móvel, percebi que era uma grande parte desse café/bar também era se movimentava por uma boa extensão do galpão. A insegurança desapareceu depois das sensações de se estar voando.
Imagem do café/bar
A direita do galpão havia uma área destinada à projeção de filmes ou à aprensentações de shows. Os assentos para se ver o filme eram suspensos, como se fossem arquibancadas que poderiam subir ou descer dependendo do fim que o espaço iria propocionar.
O cinema
No teto, aparentemente de vidro também era possível ver placas que se moviam, para brincar com a luminosidade que entrava no local.

Vista do telhado com placas móveis
Minha fascinação pelo lugar me levou a querer buscar informações e querer saber quem era o responsável pela obra. Perguntei a uma das pessoas que ajustavam alguns móveis por ali. Foi quando me disseram que o autor era chamado de Jano Domenig Bellostes.
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