sexta-feira, 12 de março de 2010

Hélio Oiticia e seus Parangolés. Popularização da arte


Hélio Oiticica, respeitadíssimo artista pós-moderno, iniciou um movimento de popularização da arte, na década de 60, através de manifestações que cada vez mais trazia o público, não apenas para contemplar, mas para fazer parte da obra. Assim surgiu sua “obra” mais conhecida. Os Parangolés. Oiticica não a considerava uma obra, mas sim “propostas abertas ao público”. Ele ia ainda mais longe chamando sua criação de “anti-obra”. Os Parangolés eram capas, estandartes coloridos, que o espectador, então, se tornava parte da “obra” ao vesti-las. A idéia de Oiticica era conseguir, a partir, de cada corpo diferente que experimentasse o Parangolé, uma forma inédita. Além, é claro, da aproximação do público com a arte. Se antes, ao entrar numa exposição exigia-se trajes a rigor e contemplação das obras a distância, agora a intenção é “desintelectualizar”, segundo Oiticica. Acabar com a distancia que existe entre o erudito e o popular. Oiticica desejava a arte como uma extensão do homem.
A ideia de popularização da arte, levou o grupo, através da professora Denise Bahia, a conhecer a história de Hélio Oiticica. Na prática, a ideia do grupo, funcionará de maneira diferente aos Parangolés de Oiticica. Se na manifestação do artista, já existia previamente, criado por ele, um objeto onde receberia participação do público, agora, o grupo abriu um espaço para qualquer criação, desde seu surgimento. Será o público o artista. A liberdade de criação vai ainda mais longe quando é aberto para qualquer um, a realização de intervenções em manifestações já existentes no ateliê/exposição. O grupo decidiu batizar o lugar em homenagem a manifestção mais famosa de Hélio Oiticica. Espaço Parangolé. O Espaço ainda contará com outros ambientes com intenção de educar e ensinar. A ideia é espalhar e popularizar a arte, de modo geral. A ideia de Oiticica, apesar de excelente e respeitadíssima, não atingiu o objetivo desejado pelo artista. Oiticica, hoje, ainda continua sendo assunto para intelectuais.

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