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segunda-feira, 3 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Processo de Construção

Maquete experimental
Execução da maquete física
Vistas da Maquete experimental
Material para construção
Reunião em grupo para execução da maquete

sábado, 24 de abril de 2010

UMA NOVA ERRÂNCIA


visão de cima da passarela


Quem não tem carro vai de ônibus


Compras!!



Transporte da carga




A volta




A busca pelas peças de MDF para a confecção da cadeira não foi fácil. Construímos caminhos que no final nos levou à Leroy Merlin, em Contagem. De certa maneira reconstituímos as experiências de errâncias feitas na primeira etapa, porém com objetivos diferentes

BERLIN CHAIR




A proposta que o grupo irá desenvolver é a Berlin Chair, uma das várias cadeiras projetadas pelo arquiteto T. G. Rietveld.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Percepção do Grupo



Imagem de Belo Horizonte vista pelo Edifìcio Acaiaca
(Foto Luiz Paulo)

Percepção do Trabalho

O estudo da cidade é muito complexo uma vez que nos leva a questionar várias coisas,que fazem parte do nosso cotidiano, e que as vezes não são percebidas,são comuns à vida urbana.
Como dizia Aristóteles, a cidade é feita por vários homens.Nós poderíamos dizer que
uma cidade é feita por vários personagens.São estes que vão construir,habitar,significar e resignificar o espaço urbano,construindo essa complexidade que é a cidade.



G1-T1 3º Periodo
Daniel Frizon
Éllen Sá
Lais Vieira
Luiz Paulo Amorim
Luiza Domenici

A Cidade

http://letras.terra.com.br/nacao-zumbi/77652/
http://www.youtube.com/watch?v=90HmcQmMviQ

A Cidade
Nação Zumbi
Composição: Chico Science

O sol nasce e ilumina as pedras evoluídas
Que cresceram com a força de pedreiros suicidas
Cavaleiros circulam vigiando as pessoas
Não importa se são ruins, nem importa se são boas
E a cidade se apresenta centro das ambições
Para mendigos ou ricos e outras armações
Coletivos, automóveis, motos e metrôs
Trabalhadores, patrões, policiais, camelôs

A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce

A cidade se encontra prostituída
Por aqueles que a usaram em busca de saída
Ilusora de pessoas de outros lugares
A cidade e sua fama vai além dos mares
No meio da esperteza internacional
A cidade até que não está tão mal
E a situação sempre mais ou menos
Sempre uns com mais e outros com menos

A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce

Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu
Tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tu
Pra a gente sair da lama e enfrentar os urubu

Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu
Tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tu
Pra a gente sair da lama e enfrentar os urubu...

Cidades Possíveis

http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=1459&Exib=5937



Cidades Possíveis


Gênero Ficção
Diretor Safira Lyra
Elenco Cassio Diniz Santiago, Josefa Maria da Silva, Tamires Alvares Valetin
Ano 2002
Duração 12 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil
Local de Produção: SP

Um amanhecer de uma grande cidade: o cinza, o frio e o barulho das máquinas. Pessoas solitárias, em um ponto de ônibus, observam um andarilho se aquecendo no calor de uma fogueira. Uma metamorfose acontece neste encontro. Uma história sobre uma possível cidade é revelada.

Cidadão Jorge




Nome: Jorge dos Santos
Idade: 43 anos
Naturalidade: Chalé (MG)
Profissão: Vigilante
Estado Civil: Viúvo

Cartas de Jorge

Belo Horizonte, 15 de fevereiro de 2010.


Filha, estou lhe enviando uma foto de sua mãe que encontrei no meio de umas tralhas velhas que resolvi arrumar. Como vocês são parecidas! Desde 2001, quando ela se foi, que eu não sei mais o que é companhia. Ás vezes me pego pensando em como seria se ela estivesse aqui comigo, trabalhando também, nós dois recebendo as fotos da Maria Eduarda, ela feliz, com aquele sorriso lindo dela. Ai, que saudade... Ela teria muito orgulho de ver você assim, independente, casada, mãe carinhosa.

Você e o João já se decidiram se virão mesmo me visitar? Estou com saudades de vocês, e quero muito conhecer minha netinha de perto. Ela é uma graça nas fotos, deve ser ainda mais linda pessoalmente.
Me escrevam pra marcar uma data, tenho que ver com o patrão se terei uma folga pra gente poder conhecer a cidade juntos. Pra vocês verem os prédios enormes do centro, as praças com fontes que jogam água pra tudo que é lado, é tudo muito bonito. Nos domingos tem uma feira no centro, que deve ter mais gente que na nossa cidade inteira! É uma “muvuca” danada, cheio de coisas interessantes, que os próprios vendedores fabricam.

Anteontem o Carlos (o outro vigia) me contou que pegou um moleque roubando dentro da galeria. Ele tentou roubar uma camisa da loja 3. Não entendo porque esse povo tem que roubar! Eu passei mais de 6 meses desempregado e jamais pensei em tirar nada de ninguém. Tudo o que tive foi com a graça de Deus e a ajuda de vocês.

Me mandem mais fotos da Maria, para guardar comigo na minha carteira.

Um beijo grande, Jorge

Cartas de Jorge

Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2010,

Marisinha,
Recebi um dinheiro adiantado do meu vencimento e estou lhe enviando pra quitar minha dívida com o seu marido João.
Meu patrão é um cara muito gente boa, esperto pra negócios. A galeria que ele montou está dando muito certo. Estou adorando o emprego, exceto que, de vez em quando, um ou outro malandro entra lá pra aprontar com os lojistas, mas no geral é um serviço muito tranquilo. Na noite passada eu fiz meu primeiro turno noturno, revezando com o outro vigia. Daqui pra frente serão dois turnos diurnos, e um noturno. Achei a escala boa, dá pra gente descansar bem.
Durante a noite a gente escuta umas bagunças na rua, barulho de polícia, coisa desses drogados arrumando confusão. Ontem parou uma viatura bem em frente a galeria e os PM’s revistaram três sujeitos esquisitos. Ninguém foi preso.
Mas no geral, tudo tem sido bastante calmo. Passo praticamente o dia todo conversando com os lojistas do térreo. A maioria é de jovens estudantes. Bons de papo.

Parece que em breve vão abrir uma espécie de bar no segundo andar, vai ter até música ao vivo! Aí não vou precisar levar mais meu radinho pra me distrair no serviço, né?

Me lembro quando trabalhava na mineradora, quando eles “arrancavam o couro” da gente de tanto trabalho...
Graças a Deus, tudo mudou!
Estou morando num barracão muito arrumadinho, perto de Venda Nova. Tem uma sala com cozinha, e um quarto com banheiro. A dona do loteamento é minha vizinha, e fez um preço camarada pra mim. Pego só um ônibus pra estação e depois pego o metrô. Rapidinho estou no trabalho. É uma maravilha! Nossa cidade devia ter um metrô também, já pensou? Toda cidade deveria ter um, é bem melhor que ônibus. Quando vocês vierem pra Belo Horizonte levo vocês pra passearem de metrô comigo. A minha netinha vai adorar!

Minha filha, fique com Deus e mande um abraço pro João e um beijo pra Maria Eduarda por mim.
Ass.: Jorge.

Cartas de Jorge

Belo Horizonte, 02 de fevereiro de 2010.

Minha querida filha Marisa,
é com muita alegria que lhe conto que hoje finalmente saiu aquele emprego de que tanto lhe falei: - Vou trabalhar como vigia de uma galeria! Por enquanto vou trabalhar somente durante o dia, mas segundo o proprietário, semana que vem eu começo a dividir a escala da noite com o outro vigia.

Desde quando saí da Vale (do Rio Doce) que venho tentando arrumar trabalho e esse parece ser muito bom!

A galeria fica perto da rodoviária, na esquina da Rua Saturnino de Brito com Contorno, onde era o hotel São Cristovão. Depois do falecimento da antiga dona do hotel, os vendedores de crack retornaram ao local, o que levou os herdeiros a venderem o prédio pro proprietário dos dois imóveis do lado. Dizem até que foi barato...

Só espero não ter problemas com os lavadores de pára-brisa do sinal em frente. Seu Geraldo (mecânico que trabalha na oficina ao lado) me disse que são todos “gente fina”, que não causam problemas mas, sabe como é, né? Malandro não se acerta!

Foram longos meses de espera por essa oportunidade, se não fosse a ajuda sua e de seu esposo, não sei o que seria de mim aqui na capital. Diga a meu genro que lhe enviarei todo o dinheiro que me emprestou assim que receber minha primeira fatura, com muita gratidão.

Desde o dia em que recebi sua carta com as fotos da minha netinha que sinto uma saudade enorme de Chalé (MG). Adoro essa cidade e o dia que der, voltarei pra perto de vocês.
Me lembro sempre de sua mãe. Que Deus a tenha.
Continue me escrevendo sempre porque suas cartas são minha maior alegria aqui nessa cidade.

Com amor,
Jorge

Descrição do Projeto


Fachada


2º e 3º Pavimentos


1º Pavimento



1ºCroqui do projeto



Hotel São Critovão






Partimos da necessidade de vivência daquele local e propomos um complexo comercial com características tradicionais da cultura mineira.
O prédio tem dois pavimentos mais pilotis e terraço jardim, idealizado em estrutura metálica para obtenção de vãos maiores sem grandes vigas interferindo no ambiente. O pilotis foi pensado como uma forma de integrar as ruas que formam a esquina em que o prédio está localizado, possui uma praça central com espaços reservados a exposições e ao convívio. Está também localizada no pilotis a entrada para o Bar Gafieira Tradicional que tem a mesma altimetria da galeria e idealizado em laje nervurada com o propósito de permitir um grande salão sem interferência de pilares, com apenas 2 pavimentos, sendo que o segundo possui pé-direito duplo.
As lojas estão localizadas no primeiro e no segundo andar. São ao todo vinte e cinco de 36m² e duas com 40 m², medidas que podem ser alteradas pois todas serão feitas com gesso acartonado.
Essa proposta teve como finalidade atender aos questionamentos do grupo,em relação ao local, as pessoas que ali freqüentam e as impressões que pudemos constatar no período de realização da pesquisa de campo. Tivemos contato com a prática, vivência e experiência com o espaço urbano.
Apesar de fazer parte do hipercentro de Belo Horizonte, é uma área estigmatizada pelo seu histórico. Por isso encontramos dificuldades no ato de projetar, pois não era possível levar em consideração somente o produto mas toda a adequação à situação.
Diante da impossibilidade do local em assumir certas funções, como por exemplo residencial, tentamos agregar uma funcionalidade mais ampla que pudesse atender ao público de convívio da rodoviária e à população local.
Um comércio que traria vida e respondesse as questões levantadas como violência, abandono e exclusão.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Hotel São Cristovão


vista do Hotel por baixo do viaduto



vista na passarela do metrô

Esquina das Avenidas do Cortorno e Oiapoque


As duas opções feita pelo grupo



vista dos fundos do hotel



Fotos: Éllen Sá, Daniel Frizon, Luiza Domenici.


Um problema

Imagem google earth
Hotel São Cristóvão




Mediante as referências obtidas em campo, nos deparamos com um problema :

Qual seria a melhor proposta de utilização do prédio?

Surgiram várias idéias que se adaptariam de forma coerente como, por exemplo, um posto policial. Mas concluímos que esta não era uma solução adequada para a nossa intenção de revitalização da área

Por isso ampliamos nossa escolha para algo de maior visibilidade e acesso , que é o hotel São Cristovão localizado, ao lado da 2º escolha, entre as Avenidas Contorno e Oiapoque. Apesar de estar ocupado, esta foi uma opção que nos possibilitou adequar a nossa proposta à região.

O interior

A abertura pela qual entramos no edifício
foto:Éllen Sá


A entrada principal lacrada
foto:Éllen Sá


pintura da parede no final da escada
foto:Éllen Sá



O interior do edifício é dividido em vários cômodos pois ali funcionava um hotel
foto:Éllen Sá




Uma das varandas em estado de degradação
foto:Éllen Sá



A Visita

A partir das observações colhidas buscamos uma orientação mais concreta com a professora de prática projetual III, Denise Bahia, para uma definição mais específica do produto a ser escolhido. Após orientação em sala de aula, retornamos ao hipercentro de Belo Horizonte com o propósito de fazer um estudo mais detalhado do edifício em questão.
Chegamos ao local e tivemos contato direto com o dono do edifício, que também é dono de um estacionamento vizinho. Tivemos a oportunidade de adentrar por um escada interna, pois a entrada principal está lacrada com alvenaria por motivo de vandalismo e invasão. Lá nos deparamos com um ambiente em extrema degradação. Esta visita só foi possível graças a disponibilidade do vigia local, que nos acompanhou por todo o interior. Com ele descobrimos fatos e histórias que ocorreram naquele local. Fato muito interessante que nos chamou a atenção foi a cerca de dez anos onde ali funcionava um hotel frequentado por um público característico da região da rodoviária. Em um determinado momento os hóspedes deste hotel eram em sua maioria traficantes que atuavam na região; em tal ocasião, estes expulsaram a proprietária e se apoderaram do local; consequentemente a polícia agiu de forma a combater a criminalidade que lá se instalou, expulsando-os. Desde então o local está fechado e sem uso, sendo nos dias de hoje referência de registro histórico da cidade de Belo Horizonte.

Uma segunda possibilidade

Imagem Google Earth

Localização da primeira e segunda opção em relação ao referencial da Rodoviária


vista lateral direita e o estacionamento ao lado
foto:Luiza Domenici


Vista lateral direita e posterior
foto:Luiza Domenici
Fachada do edifício
foto:Luiza Domenici

quinta-feira, 11 de março de 2010

Impressões da 1º errância

Prédio azul com heliponto
foto:
Luiza
Domenici





Edifício Acaiaca


Detalhe Edifício Acaiaca

Errâncias

Tendo esta referência partimos, em grupo,para a nossa errância. O ponto de encontro foi na praça sete, de uma sexta-feira à tarde. Antes de começar decidimos conhecer o edifício Acaiaca, localizado na Avenida Afonso Pena, mesmo este não pertencendo ao quadrilátero proposto para a pesquisa. Do 23º andar conseguimos ver por cima a área que iríamos analisar, e o que mais nos chamou a atenção foi o predio azul, localizado na Rua Rio de Janeiro com a Avenida do Contorno, sendo seu maior referêncial um heliponto.
Essa foi a nossa primeira tentativa, mas que não se consolidou devido à complexidade existente no histórico dessa edificação uma vez que sua documentação, diante as exigências da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, não atendeu aos pré-requisitos, por isso foi embargada. Continuamos nossa errância pela Avenida do Contorno e nos deparamos com a segunda possibilidade, um edifício desocupado, localizado no quarteirão do antigo Cine México, ao lado da rodoviária.