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terça-feira, 4 de maio de 2010

NISTANI 2010

A segunda etapa do processo foi a intevenção sobre nosso móvel.
Após análise e discussão do grupo chegamos na idéia de fazer nichos e aplicá-los na parede, primeiramente ficamos um pouco perdidos por causa da mudança da forma do objeto, como isso seria feito e aplicado, aos poucos as idéias surgiram.
Chegamos no projeto final, nichos mantendo o tamanho de 45x45cm em OSB, por ser mais leve do que o MDF e também por ser mais arrojado estéticamente, aplicados na diagonal, achamos interessante a idéia de brincar com quantidade e posição deles na parede.
Podem ser usados para armazenar vários tipos de objetos como, livros, garrafas, roupas, sapatos é só usar a imaginação.



O nome criado para o novo móvel foi inspirado na palavra nicho e estante. Um nome que mostrasse a flexibilidade de uso e montagem.
Gerrit Rietveld era holandês, o nome da nossa mesa antes da intevenção era Bijzettafeltje 1934 "mesa lateral 1934" (tradução para português), então criamos a Nistani 2010, "nis" é "nicho" (tradução do holandês para português), fizemos uma brincadeira de palavras de duas nacionalides o que deu uma dinâmica na pronunicia assim como no novo objeto.

CONSTRUINDO O PROTÓTIPO

Para fazer a montagem primeiramente pesquisamos qual era a madeira mais indicada, escolhemos o MDF, já que apresenta alta resistência, não lasca e possui estabilidade dimensional nas mudanças de umidade e temperatura.

No acabamento final optamos pelo verniz fosco que revestiu toda a peça, finalizando assim o processo de montagem.

BIJZETTAFELTJE 1934


A intenção do trabalho integrado na unidade dois é que tenhamos a experiência da materialidade, para isso foi proposto que o grupo fizesse uma maquete na escala 1/1 a partir dos desenhos técnicos do Gerrit Rietveld, cujos direitos de reprodução são livres, criando discussões sobre a relação do objeto no espaço e sua possível interação com o corpo.

O móvel proposto para ser desenvolvido pelo nosso grupo foi a Bijzettafeltje 1934 End Table.




quarta-feira, 17 de março de 2010

Considerações


“Através do estudo dos movimentos e gestos do corpo (padrões corporais de ação) poderíamos decifrar suas corpografias e, a partir destas, a própria experiência urbana que as resultou. Neste sentido, a compreensão de corpografias pode servir para a reflexão sobre o urbanismo, através do desenvolvimento de outras formas, corporais ou incorporadas, de se apreender o espaço urbano para, posteriormente, se propor outras formas de intervenção nas cidades. O estudo corpográfico pode ser interessante para se compreender as pré-existências corporais resultantes da experiência do espaço, para se apreender as pré-existências espaciais registradas no próprio corpo através das experiências urbanas.

Os praticantes da cidade, como os errantes, realmente experimentam os espaços quando os percorrem e, assim, lhe dão “corpo” pela simples ação de percorrê-los. Estes partem do princípio de que uma experiência corporal, sensório -motora, não pode ser reduzida a um simples espetáculo, uma simples imagem ou um logotipo. Ou seja, para eles a cidade deixa de ser um simples cenário no momento em que ela é vivida. E mais do que isso, no momento em que a cidade - o corpo urbano – é experimentada, esta também se inscreve como ação perceptiva e, dessa forma, sobrevive e resiste no corpo de quem a pratica.”


Paola Berenstein Jacques, CORPOGRAFIAS URBANAS.

http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq093/arq093_02.asp

Então, mãos à obra!






Então, mãos à obra!





terça-feira, 16 de março de 2010

Corpografias (cont.)



Discutindo a viabilidade dos edifícios selecionados, surgiu um interesse e uma forte identificação com o Edifício Cássio Pinto. Com traçado moderno espaços amplos e em boas condições para uma remodelação do espaço interno. Ao visitá-lo fiquei ainda mais emocionada, já ate visualizava as crianças dançando, as divisões dos espaços, onde seria cada coisa.

Meu entusiasmo era tanto que rapidamente contagiei minha irmã Flávia, recém formada em Arquitetura, logo topou o desafio e abraçou o projeto junto comigo. Avaliamos no edifício as possibilidades de ocupação dos espaços internos e suas respectivas divisões, de forma a atender o público almejado. Pensando nos grandes vãos decidimos que a integração das áreas do primeiro pavimento deveria ser priorizada, agregando várias ações em um mesmo local. Com uma biblioteca, dedicada somente a dança, que contara com videoteca e discoteca disponíveis aos alunos. Uma área para exposição, a secretária da escola, uma cafeteria, a recepção e ainda uma área destinada à pequenas apresentações, gerando um lugar interativo para aqueles que freqüentarem ou visitarem o espaço.

O segundo pavimento seria totalmente dedicado as salas de aula. Reorganizando o espaço conseguimos seis novas salas amplas, com boa iluminação e ventilação proporcionadas pelo uso do vidro nas fachadas e em aberturas no telhado, tornando- as apropriadas para qualquer tipo de dança.

Ao observar os pilotis notei que não havíamos planejado nenhuma função para aquele espaço, no entanto minha irmã muito empolgada com o Atelier de Dança e sua proposta de socialização da dança teve a ideia de ocupar esse espaço com exposições e/ou apresentações. Fazendo com que as pessoas pudessem estar em contato direto e pudessem interagir com as obras/ apresentações. Interação corpo e espaço, corpo no espaço! Levando conhecimento e cultura a todos possíveis. Para que esse conceito fosse se tornando realidade optamos por retirar as grades que cercam o edifício, liberando toda a área do pilotis, assim proporcionando uma relação mais forte e estável do edifício com as pessoas, a rua, a sociedade, a cidade.



Planta Pilotis



Planta 1° pavimento



Planta 2° pavimento