
Encontrado o espaço, restava desenvolver a ideia, aproveitando o prédio e as proximidades do local. A região com alguns espaços culturais, como o Centro Cultural e o Museu de Arte e Ofício, onde o prédio está inserido, motivou o grupo a criar um espaço, que já seria, antes de tudo, público, e agora diante a localidade, cultural.
Para realizar a intervenção, o grupo, mais uma vez, resolveu explorar ao extremo a ideia de público. Seria um local democrático. Não seria apenas um lugar acessível por todos, mas também com participação ativa de qualquer um.
A ideia central é criar um local de produção e exposição de qualquer tipo de arte concreta. Esse ateliê/exposição seria frequentado por qualquer um. A intenção é desvencilhar o conceito de arte da quase automática relação com intelectualismo. Ali seria produzida permanentemente uma obra, por qualquer um, onde a moldura seria as paredes dum grande galpão. Permanentemente, porquê no espaço seria livre qualquer manifestação artística dentro do próprio espaço, incluindo mudanças e “desconstruções” em manifestações anteriores. Um ambiente sem qualquer tipo de censura. O grupo acredita que a arte pode ser parte de qualquer um. A intenção é conseguir produzir num espaço, um retrato constante das mudanças na sociedade através dos anos. Realizando um exercício de imaginação, tentando enxergar tal espaço como se existisse a mais de cinquenta anos, é, no mínimo, interessante o que poderia estar representado ali hoje.
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